A
arte está em quase tudo que temos contato, seja de forma explícita,
desconhecida ou discreta. Em tempos conturbados acabamos fechando os
olhos para o que tem a nossa volta.
Desde
criança eu tive um contato com a arte, não a ponto de focar somente
nela, mas de uma certa forma a arte foi influenciando na minha vida, de
maneira boa e negativa. Algumas escolas têm arte na grade de matérias,
dependendo do professor as aulas focam em pinturas e outras em músicas.
Tudo de certa forma se conecta, normalmente as representações dos
músicos eram feitas em telas, então podemos procurar o criador(a) e ir
ligando os pontos na história até achar o que nos identificamos melhor
no mundo artístico.
Escañuela,
artista brasileiro que nos transporta além da tinta e tela. O Realismo
nas obras dele possui uma delicadeza minuciosa, uma sensibilidade forte e
comovente ao conjunto todo, além de bastante influência com a sétima
arte e questões sociais. A sensibilidade e talento fazem parte de toda a
composição artística dele.
Desde
criança o libriano, 7 de outubro, integra o mundo artístico
aperfeiçoando sua arte, coletando mais conceitos e histórias para
depositar em seus trabalhos. A influência do mundo fora de sua mente
estão presentes nos desenhos, pinturas. A preservação cultural é
materializada, renovando nossa percepção.
Os
olhares profundos e densos nos observam e parecem nos decifrar enquanto
numa exposição seria o contrário, um pequeno paradoxo. A luz e sombra
num jogo intenso misturadas com as cores, tudo numa narrativa tão
intensa e poética. Um grito dentro de uma tela.
Pessoas
comuns, trabalhadores, o rostro do nossa Brasil, a luta diária, o
cansaço. Os retratos nos demonstram sensações, representatividades, nos
relatam sobre pessoas, sentimentos, sobre humanidade. Períodos que
percorrem, o comum, a juventude, a velhice. Nosso corpo físico em
transição, as marcas físicas e psicológicas que ficam em nós. Somos
instalações com validade neste mundo.
A
vivacidade nas obras nos provocam, a carga cultural no instiga com a
nostalgia, a conversão do realismo para o estado físico trabalha no
nosso ilusório. Os autorretratos são reflexos de suas obras,
expressivos.
Poderia
escrever um monólogo de tamanha admiração e encantamento que as obras
dele causou em mim, mas me perco nas palavras e tornou-se impossível
encontrar um único adjetivo para elogiá-lo. Os signos percorrem na
linguagem corporal retratada, perspectivas jogadas na maré, nos deixando
à deriva no nosso subjetivo.
Vale
a pena uma conferida em alguns de seus trabalhos e nas redes sociais
dele. (Ele atualiza as redes sociais com as novas obras e informações,
como duração, material etc.)

























